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Não se abandonar é um caminho

Hoje eu quero começar com uma pergunta que não aceita respostas rápidas.

Quando foi a última vez que você confiou em você de verdade?


Não aquela confiança ensaiada, que a gente oferece ao mundo como quem veste uma roupa bem passada. Mas aquela que nasce no silêncio, quando ninguém está olhando, quando tudo ainda é incerto, quando não há garantias...quando você se encontra consigo mesmo e, mesmo assim, não recua.


Você se lembra da última vez que se olhou no espelho com honestidade? Sem tentar se corrigir. Sem tentar se convencer. Apenas olhar e sustentar o olhar.


O que você viu? O que você pensou sobre si? Quem você tem sido para você?


Existe um tipo de travessia que não faz barulho. Ela acontece por dentro. É quando a vida muda de forma, e você ainda não sabe exatamente quem está se tornando do outro lado.

Nesses momentos, a gente tende a esperar. Esperar a clareza chegar. Esperar o medo ir embora. Esperar que alguém, em algum lugar, nos autorize a seguir.


A confiança não nasce antes do movimento. Ela não é uma condição para começar. Ela é consequência de ter começado, mesmo tremendo.


A confiança é memória. É o rastro que você deixa para si mesmo ao cumprir o que promete, sobretudo quando ninguém está cobrando.


Existe uma liberdade que ninguém pode tocar. A de escolher como você se posiciona diante do que vive. Mesmo quando tudo parece fora do lugar, ainda existe esse espaço íntimo onde você decide não se abandonar.


E talvez seja disso que se trate. Menos sobre vencer o mundo e mais sobre não desistir de si.


Porque, no fundo, você só confia em quem permanece. E isso também vale para a relação mais importante da sua vida, a que você constrói consigo mesmo...


Não são os grandes feitos que sustentam essa confiança. São as pequenas fidelidades invisíveis. Os gestos mínimos que dizem, com delicadeza, eu estou aqui.


Hoje, eu não te convido a mudar tudo. Eu te convido a escolher uma única coisa, simples, possível, quase pequena demais, e cumprir.


Não para provar nada ao mundo, mas para, aos poucos, reconstruir o seu próprio olhar sobre quem você é.


Talvez a pergunta não seja mais “e se eu falhar?”. Mas qual é a menor promessa que eu posso sustentar hoje?


E, quem sabe, trocar também o “por que isso está acontecendo comigo?” por um olhar mais íntimo. O que isso revela sobre quem estou me tornando?


Porque a vida não pede pressa. Ela pede presença.


E, no fim, confiança não é sobre ter certeza do caminho. É sobre caminhar sem se abandonar.


Com amor,

Fernanda.

 
 
 

1 comentário


rafacesaromasso
há 5 horas

PERFEITO! ✨

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