Soberania emocional começa pela atenção
- Fernanda Mendes
- há 21 horas
- 3 min de leitura
Existe algo muito simples e, ao mesmo tempo, muito poderoso que precisamos lembrar: "aquilo que recebe a nossa atenção também recebe a nossa energia".
A atenção não é apenas um ato mental. Ela direciona o nosso campo interno, influencia o corpo e molda a forma como experimentamos a vida. Hoje a própria neurociência mostra que o cérebro se reorganiza a partir daquilo que repetidamente observamos e pensamos. Os circuitos que mais utilizamos tendem a se fortalecer. Em outras palavras, aquilo que ocupamos com a mente acaba ganhando espaço dentro de nós.
Quando insistimos em revisitar mentalmente uma situação que nos feriu, quando repetimos uma conversa ou reagimos internamente a alguém que nos provocou, estamos alimentando aquele campo com a nossa própria energia. O corpo sente isso. A respiração muda, os músculos se contraem e o sistema nervoso entra em estado de alerta.
Por outro lado, quando levamos a atenção para a respiração, para o movimento consciente ou simplesmente para a presença no próprio corpo, algo começa a se reorganizar. No yoga e em outras práticas psicoenergéticas que trabalho, a atenção é uma ferramenta de autorregulação. Ela ajuda a devolver o eixo, amplia a percepção e cria um espaço interno mais estável.
Hoje ouvi uma reflexão muito simples, mas profunda: às vezes o mais saudável é simplesmente ignorar aquilo que nos feriu. Não no sentido de negar o que aconteceu, mas no sentido de não continuar oferecendo a nossa energia para aquilo que já cumpriu o seu ciclo. Ignorar, nesse caso, é retirar a atenção de campos que continuam tentando nos capturar emocionalmente. É escolher preservar o próprio eixo em vez de permanecer preso a situações que apenas drenam a nossa vitalidade.
A nossa atenção é uma moeda valiosa. E muitas vezes a gente entrega essa moeda para qualquer situação que tenta nos puxar para o conflito, para o drama ou para a reatividade.
As pessoas, consciente ou inconscientemente, vão nos testar. Muitas vezes vão tentar nos puxar para a vibração delas, para a reatividade, para o conflito ou para o drama. O ponto central é perceber esse movimento sem perder o próprio eixo. E isso se torna muito mais possível quando desenvolvemos intimidade com o nosso próprio corpo.
Quando aprendemos a sentir a respiração, as tensões, as emoções que surgem, criamos um espaço interno de consciência. É esse espaço que nos permite responder com presença, em vez de apenas reagir.
Quando estamos mais presentes no corpo, respirando melhor e com mais clareza interna, a reação automática começa a diminuir. A gente percebe mais e reage menos. Isso é uma forma de soberania emocional.
Não se trata de endurecer ou de se afastar do mundo, mas de escolher com mais consciência onde a nossa energia vai pousar. Às vezes a resposta mais madura é o silêncio. Às vezes é a distância. Às vezes é simplesmente retirar a atenção e seguir cultivando aquilo que fortalece o nosso campo interno.
No final das contas, o que estamos construindo diariamente, no nível físico, mental e vibracional, nasce justamente desse lugar: de onde colocamos a nossa atenção.
Por isso fica aqui uma proposta simples: comprometa-se com você mesmo. Comprometa-se a cuidar da sua energia, a proteger o seu campo e a não desperdiçar a sua atenção com aquilo que não contribui para a sua saúde.
Nem tudo merece a sua reação. Mas a sua vida merece a sua presença inteira.
Com amor,
Fernanda.




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