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Confiança, corpo e liberdade

Pra mim, recomeçar é um ato de autoria, onde deixamos de reagir ao que aconteceu e passamos a criar a partir do que somos capazes de sustentar. Quando esse gesto nasce de dentro, confiança, segurança e liberdade deixam de ser conceitos abstratos e passam a se tornar expressão viva de quem escolhe afirmar a própria existência.


Acredito que muitas das nossas dificuldades e frustrações nascem da forma como registramos aquilo que vivemos e da utilidade que damos a essas experiências. Relações, acontecimentos, escolhas, erros e acertos constroem uma memória interna que, consciente ou não, passa a ser acessada sempre que precisamos iniciar algo novo ou recomeçar um ciclo.


O desafio surge quando esses registros são utilizados como limites e não como aprendizado. Em vez de servirem como base para expansão, passam a funcionar como provas internas de incapacidade, de insegurança ou de medo. Nesse ponto, a confiança, a segurança e a liberdade começam a se enfraquecer, comprometendo a qualidade do novo que tenta nascer.


Não há como falar de liberdade sem falar do corpo.

O corpo é o primeiro território onde a vida registra suas experiências. Ele carrega memórias, adaptações e respostas que muitas vezes antecedem qualquer narrativa racional. Quando o corpo está cronicamente tenso, condicionado à sobrevivência ou dependente de algo para funcionar, ele deixa de sustentar a sensação de escolha e passa a operar no modo de adaptação. E um corpo que apenas se adapta dificilmente experimenta liberdade.


Para a maioria de nós a liberdade começa com a possibilidade de movimento. Movimento não apenas como deslocamento físico, mas como capacidade de resposta, de ajuste, de sentir e de se reorganizar diante da vida. Um corpo que pode se mover, respirar com mais espaço e perceber seus próprios sinais cria uma base interna de autonomia. É a partir dessa base que escolhas mais livres se tornam possíveis.


Não há como falar de prosperidade sem falar de liberdade. Não há como falar de felicidade sem falar de liberdade. E essa liberdade não é apenas externa. Ela é construída na relação cotidiana que você estabelece com o próprio corpo mesmo, com sua energia vital e com a escuta dos sinais que ele emite quando algo não está legal.


É você quem está executando o seu plano de vida. Por isso, uma pergunta se torna inevitável... quão confiante você está na pessoa que executa o plano que você mesmo criou?


É importante compreender a diferença entre segurança e confiança. A segurança é lógica, informacional. Ela nasce do saber como fazer algo. A confiança, por outro lado, é emocional. Ela diz respeito ao quanto você acredita que será capaz de fazer aquilo que sabe, ou mesmo aquilo que ainda não sabe completamente.


Quando a confiança é alta, a segurança pode até ser menor. Existe um lugar interno que revela : ... eu ainda não sei como fazer, mas eu sei que vou fazer. Essa é a postura de alguém que talvez não esteja totalmente seguro, mas está profundamente confiante.


Por isso, se há algo que precisa ser protegido acima de tudo, é a confiança. Se, em algum momento, você perder a segurança ou sentir sua liberdade ameaçada, cuide para não perder a confiança. Ela é o solo fértil onde novos ciclos podem nascer, mesmo em territórios ainda desconhecidos.


( prática de respiração on-line e gratuita, toda quinta das 6h30 às 7h)



Com amor,

Fernanda.

 
 
 

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