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O que estou disposto a perder para viver o que faz sentido?

Permita-se um instante de pausa

não para entender com a mente,

mas para escutar com o corpo.


Mudar um comportamento não é acrescentar algo novo à vida. Na maior parte das vezes, é aceitar perder algo antigo. E o corpo sabe disso antes da mente aceitar. Ele reconhece quando um padrão já não sustenta, mesmo que ainda pareça familiar. O cérebro resiste não porque esteja errado, mas porque foi treinado para proteger. Ele se apega ao que conhece, ainda que esse conhecido já não nutra.


Há formas de agir que nasceram como defesa. O tom mais duro, a resposta rápida, o silêncio que faz barulho. Tudo isso já foi cuidado possível em algum momento da história. Honrar é importante, mas permanecer ali quando a relação pede outro movimento cobra um preço alto demais.

Relações que querem crescer pedem luto.

Luto da identidade que se construiu em torno da reação. Luto do controle que parecia garantir segurança. Quando uma relação chama para evolução, o corpo sente. Surge tensão, vontade de fugir, desejo de provar um ponto. E isso não é uma falha. É o nosso sistema nervoso tentando manter o que já conhece. É aqui que a escolha acontece. Não entre certo e errado, mas entre repetir ou mudar.


A pergunta que sustenta esse momento não é como evitar perdas. Isso infantiliza o vínculo. A pergunta que organiza por dentro é: o que estou disposta a perder para viver a relação que faz sentido para mim? Talvez seja perder a urgência de responder. Talvez seja perder o prazer de vencer. Talvez seja perder a velha proteção que hoje já não protege.

Perder, nesse contexto, não é empobrecer. É abrir "espaço". O corpo reconhece quando a escolha é coerente, a gente consegue respirar mais fundo. A tensão vai cedendo. Há um senso silencioso de alinhamento. Se relacionar, então, deixa de ser um campo de defesa e passa a ser um território de presença e começa a ficar confortável, um lugar bom pra relaxar.


Toda relação que evolui, exige pequenas renúncias conscientes para que o vínculo não se perca por inteiro... e abertura para viver o que faz sentido.


Com amor,

Fernanda.

 
 
 

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