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Quais sementes você tem lançado no seu caminho?

Tem um ponto do caminho em que a vibração começa a mudar. A gratidão ainda está presente, a confiança também. Aquela bondade simples, quase pura, ainda respira, mas a correria começa a chegar. E quando ela chega, algo sutil pode evaporar sem que a gente perceba.


É aí que mora o cuidado.


Nem sempre erramos na escolha. Muitas vezes escolhemos bem. O risco está nas sementes que usamos para sustentar essa escolha, nos motivos e nos objetivos que colocamos por trás das decisões.


O objetivo é o que você busca. O motivo é por que você está buscando isso. E essa diferença é profunda.

É possível tomar uma decisão boa usando uma semente ruim. No começo, tudo parece certo. A escolha organiza, o caminho anda, o recomeço ganha forma. Mas a semente guarda a verdade do que vai crescer. Se ela nasce da pressa, da raiva, do medo ou do desânimo, o efeito não aparece de imediato... ele se revela no fim, quando você percebe que algo ficou para trás, que um resíduo emocional ficou pendente, que o custo interno foi maior do que parecia.


Por isso, cuidado para não estragar o seu recomeço e só perceber no fim.


Cuidado para não decidir por causa da raiva. Não é decidir com raiva, é decidir porque ela está ali. Se a raiva não estivesse presente, essa decisão ainda existiria? Cuidado também para não decidir por causa do desânimo, do cansaço, da saturação. Muitas vezes, um banho faz a diferença. Um banho revigorante, consciente, capaz de devolver o corpo para o presente, reorganiza a mente e limpa o campo emocional de onde a escolha vai nascer.


No trabalho com o corpo, com a respiração e com os processos de autorregulação, isso fica muito claro. O corpo denuncia quando uma decisão nasce de tensão, de fuga ou de pressa, mesmo que racionalmente ela pareça correta.


Existe o que faz parte do plano. Existe o que é operacional. Existe o que é natural do dia a dia, e existe aquilo que a gente acumula sem perceber. Emoções não digeridas, decisões apressadas, escolhas feitas apenas para aliviar um estado interno desconfortável. Isso pesa. Isso cria uma sobrecarga silenciosa.


Todo recomeço tem pegada, e essa pegada não vem só do que você faz, mas do motivo e do objetivo que sustentam o fazer.


Às vezes você vai fazer a mesma coisa, mas o motivo será outro... às vezes o gesto externo se repete, mas o objetivo mudou. E quando isso muda, a experiência muda junto.


Por isso, vale parar e se perguntar com honestidade. De onde nasce essa decisão que estou prestes a tomar? Qual emoção está conduzindo esse movimento agora? O que eu realmente busco com isso? E por que isso é importante para mim neste momento da minha vida?


Escolher com consciência é escolher boas sementes. Sementes que não cobram depois, que não deixam restos emocionais. Sementes que sustentam o caminho, em vez de criar novos nós.


Que a gente siga fazendo o que precisa ser feito, sim. Mas com presença, e clareza de motivo, com alinhamento de objetivo e com o corpo incluído no processo, porque o corpo sempre sabe quando a escolha nasce de um lugar íntegro.


Com amor,

Fernanda.


 
 
 

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